Fechamento de diária: o que a maioria erra

Diária é o pagamento mais informal do galpão e o que mais vaza dinheiro. Não por má-fé: por falta de fechamento.
Erro 1: contar presença de cabeça
No fim de uma semana cheia, ninguém lembra com precisão quem faltou na terça. E na dúvida, paga-se. Um dia a mais por pessoa, quatro pessoas, quatro semanas: é meio salário saindo do caixa sem trabalho correspondente.
O controle: registro de presença no início do turno, não no fim da semana.
Erro 2: adiantamento sem rastro
O vale sai do caixa, é anotado num papel, e o papel se perde. No fechamento, o valor cheio é pago outra vez.
O controle: todo adiantamento entra como lançamento vinculado à pessoa, no mesmo lugar onde a diária será fechada. Se não estiver lá, ele não é descontado.
Erro 3: não separar diária de produção
Quando o pagamento mistura valor fixo por dia com bônus por volume prensado, o total fica impossível de auditar. E o que não se audita, não se contesta, mas também não se corrige.
O controle: duas linhas, sempre. Uma para a diária, uma para a produção.
O fechamento que funciona
Um fechamento defensável responde três perguntas, sem consultar ninguém:
- Quantos dias essa pessoa trabalhou?
- Quanto ela já recebeu adiantado?
- Qual o valor líquido a pagar hoje?
Se as três respostas estão numa tela, o fechamento leva dois minutos e a conversa sobre o valor acaba antes de começar. Se elas estão na cabeça de alguém, a conversa nunca acaba de verdade.